Seu navegador não tem suporte JavaScript! Propaganda e Marketing entrevista Rodolfo Sonnewend - Design Universal

Propaganda e Marketing entrevista Rodolfo Sonnewend

CEO da Design é entrevistado pelo Propmark

P&M: Como surgiu o Humanus?

Rodolfo Sonnewend: Posso dizer que foi por puro acidente. Ele nasceu em função de um doloroso acidente, que ocorreu no final de 2010. Ao cair de uma escada doméstica, sofri uma quase amputação do meu pé direito e, depois de nove cirurgias e inúmeras sessões de reabilitação me tornei uma pessoa com deficiência motora adquirida (monoparesia do órgão inferior). “Entre um tratamento e outro, conheci dezenas de outras pessoas com deficiência e pude perceber a carência no tocante a diversos processos de acessibilidade que dificultavam a inclusão das mesmas. Passei então a pesquisar mais, interagir com diversas entidades e profissionais do setor, criar processos, registrar novos procedimentos e marcas, além de estruturar o que estava incompleto”.

P&M: O que representa hoje o mercado de pessoas com deficiência, obesos e idosos, que também estão incluídos no trabalho do Instituto?

Rodolfo Sonnewend: Posso afirmar que pessoas com deficiência, obesas e idosas representam hoje mais de 130 bilhões de reais de consumo ao ano, segmento esse composto por aproximadamente 25% da população brasileira e que tende a crescer exponencialmente. São consumidores que têm um perfil de fidelidade frente às empresas que buscam atender às suas necessidades específicas. Estamos falando do público da diversidade assistiva, nomenclatura recém-criada e registrada por nós. É nesse mercado que a Design Universal, uma empresa do Grupo Arquitetos, vem desenvolvendo, de forma prioritária e em parceria estratégica com o Instituto Humanus, uma associação civil, sem fins lucrativos, estratégias para promoção de produtos e serviços para as empresas gerarem maior visibilidade social e financeira das suas marcas.

P&M: O que é a Design Universal?

Rodolfo Sonnewend: Em janeiro de 2017, para comemorar o seu décimo aniversário, a Arquitetos da Criatividade iniciou algumas pesquisas de mercado com o objetivo de se reposicionar estrategicamente. A empresa havia surgido com a proposta de criar soluções em marketing e comunicação absolutamente diferenciadas e inovadoras para o mercado; mas a realidade estava fortemente afetada por um cenário recheado de crises políticas e econômicas, além de muitas outras contingências transformadoras que, cada vez mais, estavam contribuindo para levar a maioria das agências e até o próprio conceito de propaganda a perder espaço e a relevância que tinham; assim percebeu-se que havia chegado o momento de uma mudança estratégica ainda maior.

A Design Universal surge então como um departamento dentro da Arquitetos, mas hoje estamos completamente focados no atendimento prioritário das necessidades do público da diversidade assistiva e aos poucos o nome Arquitetos vem sendo substituído pela nova marca registrada da empresa. Mas, precisamos deixar bem claro que nosso trabalho não é segmentar, mas apresentar estratégias para que as empresas de nossos clientes ofereçam soluções para esta diversidade e, sem dúvida, eles estarão melhorando os seus produtos / serviços também para o restante dos 75% da população; pois atender a diversidade assistiva significa respeitar as diferenças e gerar uma melhor qualidade de vida para todos. Para tanto, também registramos as marcas Marketing assistivo, publicidade assistiva, design universal, coaching assistivo, arquitetura assistiva, engenharia assistiva – tudo para entender e atender da melhor forma este mercado, salienta Rodolfo, CEO da nova empresa.

P&M: Design Universal. Temos pouco conhecimento sobre essa definição. Fale-nos um pouco mais sobre ela.

Rodolfo Sonnewend: O termo Design Universal, também conhecido como design para todos, foi utilizado pela primeira vez nos anos 70 pelo norte-americano Ronald Mace, um arquiteto com deficiência e que fazia uso de cadeira de rodas, estruturou os 7 princípios básicos para que, na época, um produto pudesse ser inclusivo ou seja: utilizado por uma maioria quase que absoluta das pessoas. Sendo estes os princípios básicos: uso equitativo, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, informação perceptível, tolerância a erros operacionais, baixo esforço físico e tamanho e espaço para aproximação e uso. Até então o termo era amplamente utilizado por engenheiros e arquitetos, adaptando obras para todos os tipos de diversidade. Sob esta abordagem, é visível nos últimos anos, o crescimento das adaptações, como rampas de acesso, implantação de elevadores, ampliação de portas, cadeiras para obesos e inclusão de sanitários acessíveis para pessoas com deficiência, entre muitas outras soluções com foco no design universal. Hoje, estamos trabalhando os princípios do design universal Psico-comunicacional, que migrará os 7 princípios para as áreas comportamentais e mercadológicas das empresas. Afinal, de que adianta um supermercado ou shopping fornecer uma cadeira de rodas motorizada, ou rampas para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência, se as prateleiras continuam com acesso restrito aos produtos e a informação? Lembrando ainda que o maior público dos supermercados é composto por pessoas idosas, aposentadas, com dificuldades de locomoção, visão e acesso. O interessado pode conferir tudo o que estamos afirmando no site www.designuniversal.com.br e descobrir como poderemos incrementar ainda mais o seu negócio.

P&M: E quem são os responsáveis pelo Instituto Humanus?

Rodolfo Sonnewend: A entidade, na qual a Design Universal ajudou a criar e está inserida, é formada por um grupo de empresas e profissionais, muitos dos quais inseridos no perfil do público-alvo (idosos, obesos e pessoas com deficiência). Seu trabalho consiste no desenvolvimento de soluções em tecnologia assistiva, sejam elas analógica, clínica ou digital, que facilitem ao público da diversidade assistiva realizarem suas tarefas do dia a dia.

Diferente dos demais institutos, a Humanus não está focada em receber doações e apoio financeiro, mas promover ações estratégicas junto aos seus associados que objetivem inserir no cotidiano da população, em geral a necessidade de inclusão das pessoas do universo da diversidade assistiva. Esse é o objetivo do Instituto Humanus: tornar o design universal comunicacional uma realidade, sem distinção, sem separações, transformando o padrão de hoje comum para todas as pessoas, sejam elas da diversidade assistiva ou não.

A equipe da Humanus é composta por profissionais especializados na diversidade assistiva, são eles:

  • Rodolfo Sonnewend: Jornalista, publicitário, administrador e profissional de marketing – especialista na diversidade assistiva, CEO e presidente da entidade;
  • Cleusa Mangueira Sonnewend: Educadora com especialidade na pessoa com deficiência de aprendizagem – responsável por todo a parte administrativa e financeira da entidade;
  • Marta Machado: Educadora com especialização em Equoterapia, além de larga experiência no universo das pessoas com deficiência – responsável pelo relacionamento com entidades afins;
  • Daniel Moreira: Administrador com especialidade em treinamento atitudinal das pessoas da diversidade assistiva;
  • Waldemar Ciglioni: professor acadêmico, publicitário e profissional de Marketing, com especialidade na diversidade assistiva com foco na pessoa idosa.

Para participar da Humanus é muito simples, basta registrar a sua empresa no site da entidade www.institutohumanus.com.br. Depois de inscrito, você terá acesso a todos os procedimentos para enquadrar o seu negócio como fornecedor para o universo das pessoas da diversidade assistiva, como: treinamentos atitudinais, consultorias em comunicação e marketing, assessoria digital para certificação do seu site no processo de acessibilidade, consultoria arquitetônica com foco em acessibilidade, dentre muitas outras soluções.

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